POLITICAS URBANAS
Resumo aula – 28/02/2007
Aluno: João Deon Araújo de Castro
Prof.: Mac Fred
Início: 17:55 horas
Explicação sobre o funcionamento da optativa (trabalhos, pontuação).
Distribuição dos três temas restantes, para Rexane, Natália e Ana Paula.
Distribuição dos documentários restantes, citando o docum. do Diego como exemplo a ser seguido.
Leitura do documentário da aula anterior, de Diego Morais Carvalho.
Leitura comentada do texto: POR UMA POLÍTICA URBANA, de Roberto Luís Monte-Mor.
Comentários
1º par.- O autor entendeu a cidade como economia, religião, ética, cultura.
2º par.- Isto é muito importante, por que ao mesmo tempo que ele fica falando que .. a primeira frase que ele fala é que a centralidade do fato urbano é indiscutível, o urbano que se estende muito para além da cidade e ainda aquilo que entendemos como cidade. É muito importante a gente entender que cidade e urbano são coisas completamente diferentes. Na verdade, cidade é a dimensão espacial de um fato cultural, que na verdade é o urbano. Quando ele fala o urbano, ele esta falando não é um espaço, é uma sociedade urbana, então não importa se é na cidade ou no campo, mas na medida em que estas duas faces se relacionam, aí é produzida uma sociedade urbana.
Isto é tanto verdade que vocês podem ver que o que está mais aparecendo nos jornais ultimamente , já que agora todos estão morrendo de medo do aquecimento global, é que a dimensão ecológica precisa ser revista nas cidades, que o meio ambiente e a cidade precisam ser harmonizados de alguma maneira, e quando você pensa nestes parâmetros, meio ambiente e cidade, não tem jeito de pensar nesta coisa assim que de um lado você tem a cidade e de outro lado você tem o meio ambiente. Na verdade você tem as duas coisas juntas, e você só pode entender estas duas coisas juntas se você entender que dentro delas você tem dimensões espaciais, culturais, éticas e jurídicas, né?. Como assim: Você só pode entender o eucaliptal da cenibra se vc entender o que o eucaliptal da cenibra quando cortado, transformado em celulose e vendido vai dar grana para uma escolinha que a cenibra patrocina la na bairro dos cocais em coronel fabriciano. Então não da pra vc ficar separando que de um lado tem o campo e de outro lado tem a cidade porque as duas coisas se relacionam, são duas dimensões altamente relacionáveis e é quando este relacionamento se dá é que este urbano floresce. Então o urbano, mais que uma espacialização da cidade, ele diz mais respeito a um tipo de relacionamento da cidade com ela mesma, e da cidade com o campo. Quando ele fala que a sociedade é urbana, isto significa que até mesmo quem vive no campo está no meio ambiente urbano porque se ele vive no campo e está lá acessando a internet, ele esta no ambiente urbano porque na internet vc tem lá uma dimensão coletiva que não é lá uma pessoa sentada na frente da casa vendo o passarinho passar como acontecia no séc. XVIII, no séc. XVII, se é que acontecia. Quando o cara ta lá na internet, ele ta utilizando códigos que são típicos de uma sociedade que é urbana, mesmo.Quando ele ta lá digitando um código específico que é o vc ele ta entrando num tipo de linguagem que não é linguagem do campo, deste campo afastado da cidade, é uma linguagem que ela é urbana mesmo.
E quando o cara está lá no boteco, com aquelas mulheres da cerveja, tal, é uma linguagem que não é do campo, né?
Não é do campo mesmo, né? Principalmente nestes botecos de fim de estrada. Porque na verdade quando um caminhoneiro pára lá no meio da estrada, e vai lá naqueles CLUBES e tudo mais né? Mas ele ta transportando carga né?
Como assim, CLUBE?
Ele ta falando puteiro..
Na verdade ele é um cara que ta transportando carga, que é mercadoria, usando uma força de trabalho, que é a dele, ele ta vendendo a força de trabalho dele em troca de dinheiro, então ele ta inserido dentro de um circuito que é econômico e quando ele ta lá e ele apresenta dinheiro, quando ele mostra grana, mesmo, ele ta falando que é assim, ele ta numa sociedade capitalista onde dinheiro significa mercadoria, então ele é um cara urbano. E aí é importante pensar que a gente só pode pensar na dimensão urbana se a gente pensar no momento que o capitalismo se configura como um só sistema..
Mas e aquele cara que ta lá na roça sem energia, sem nenhum contato com televisão, o transporte é uma carroça?
-hoje em dia, quase não existe isto mais..pode existir em algum lugar hiper-isolado, mas é muito difícil..
-Olha, eu não sei se não existe..
-Eu vi no globo repórter, uma comunidade, que não tem nenhum contato..
-È, mas olha só, quando o globo repórter vai lá, eu vejo ele lá, aí já não é urbano, né?
Vocês já ouviram falar de um livro chamado 6° de separação? Este livro é uma tese de doutorado e o cara argumenta que não importa qual a pessoa no mundo, mas você está a seis graus de separação desta pessoa. Ele fala assim que eu conheço o Bil Clinton. Por que eu conheço o Bil Clinton? Porque eu conheço alguém que conhece alguém que conhece alguém que conhece o Bil Clinton. Ele fala que é impossível você estar separado de qualquer pessoa no mundo a mais de seis graus de separação. Você esta ligado a qualquer pessoa no mundo ao máximo por seis graus, vamos colocar assim, por seis possibilidades de corrente. Isto não dá para provar, não da mesmo, né? Mas , assim, é que nem Leffebvre quando ele fala assim, que sociedade urbana é virtualdidade mas não é realidade, é uma possibilidade, mas a gente não sabe se é real. A gente não pode lidar com a realidade se a gente não pensar que pode ser verdade, né?
A gente vive numa sociedade capitalista ocidental e acha que todo mundo é assim, mas não é assim, tem gente que vive como saiu no mundo, mas nãoi conheceu a modernidade.. Eu lembro que há um ano atrás apareceu uma menina que tava morando lá nas montanhas que precisou ser avisada que a segunda guerra mundial já havia acabado. O fato urbano então depende de cultura... isso, depende de cultura e culturalização..É como o Olávio falou, isso eu vi no globo repórter.. Se o globo repórter foi lá, e usou a câmera como dispositivo de cooptação na transformação daquele cara em urbano, então é assim, se existe a gente não pode saber, né, porque se a gente fica sabendo aí é urbano. Isto é muito radical, né? Se existe alguma coisa no mundo que não é urbano, a gente não pode ficar sabendo.
Eu tava vendo no início do texto, o nome do texto não é política urbana, é por uma política urbana, então política urbana é quase um caminho de urbanização. Se é um mecanismo de urbanização é um mecanismo de inserção de um cara dentro de um ambiente urbano, né?.Se você pensar assim que o capitalismo é urbano. Ele precisa ser urbano. O capitalismo é dinheiro, então eu mecho com dinheiro, certo?. E o cara lá no campo, cuja moeda de troca não é o dinheiro, ele é urbano? Esta é uma boa pergunta, que o Diego e outras pessoas vão apresentar outras possibilidades autônomas vai responder. Porque o Boaventura de Souza Santos¹, nesse manifesto reiventando a emancipação, o que ele ta colocando é isto, quando ele ta la pesquisando sobre a economia solidária brasileira ele vai perguntar é isso assim: que quando o cara ao invés dele pagar em dinheiro ele troca por uma mercadoria ou troca por um favor aquilo é capitalismo ou é outra coisa? E isso é urbano ou não é urbano? Na verdade a gente não pode nem classificar como socialismo, porque o socialismo depende de moeda. Então é outra coisa, que o paul singer²que é pricipal teórico de economia solidária que é o secretário de economia solidária, no ministério das cidades, ele vai falar assim que economia solidária não é o socialismo, é outra coisa.
Pra gente continuar, quando o texto defende uma politização urbana, na verdade ele ta defendendo uma urbanização total da sociedade. Agora nós vamos entender porque ele ta querendo que a sociedade inteira se urbanize, né? Mas é importante ressaltar aquilo o Olávio levantou que é assim, só se torna urbano a partir do momento que você olha, que você consegue enxergar. Aí está a importância dos meios de comunicação, que é um dispositivo urbano daí o meio de comunicação ele ta no meio dessa historia de política urbana, é o documentário, lei de incentivo à cultura, o cinema.. O cinema, quando ele vai la tipo Eduardo Coutinho ³ ele vai lá na Paraíba fazer “O fim e o princípio” com os moradores la do cerrado que nunca tinham visto câmera na vida, ta o Eduardo Coutinho lá dizendo assim olha a situação que os caras vivem, eles deviam ter acesso a outras coisas, a outros bens de serviço que eles não estão tendo que aí os bens e serviços, conforme Monte-Mor está falando que é o que vai garantir a urbanidade.
Conforme Monte-Mor falou, em sua primeira fase na tese dele que é: você só pode entender a Amazônia se você entende-la como pós-moderna e urbana. Não tem jeito de entender de outra forma, porque lá rola dinheiro demais, rola muitos interesses, rolam muitas festas. No mês de maio tem um carnaval que vai muita gente do exterior pra lá.
Você falou assim que a cidade é a dimensão espacializada do urbano? É, mas tanto a cidade como o campo, né?
3º par. Quando ele fala cidade global, cidade global não é uma cidade que está interligada, e tudo mais, porque se você parar pra pensar toda cidade é interligada. Cidade global são centros de comandos e organização. Então eles são tipo o nó dessas redes de interesse. Que aí é N.Y., Tóquio, São Paulo, e mesmo aqui,
6º par.- Só pode falar de urbano e urbanismo quando a cidade e a indústria se encontram, ou seja, só podemos falar de fato urbano no séc. XIV, a partir do séc. 19, quando se tem a emergência da indústria no espaço da cidade, ou fora do espaço da cidade. Quando falamos de indústria, não falamos só de maquinários pesados, um eucaliptal de porte maior que vai ser cortado, estamos falando de espaço industrializado.
O urbanismo não é ciência de intervenção no espaço urbano. Urbanismo é modo de viver na cidade. É uma cultura específica. A palavra urbanismo tem dois sentidos: um é ciência que estuda e intervém na cidade. Outro sentido são os modos culturais da cidade, da cidade industrial. A cidade deixa de ser uma obra que ela vai sendo construída por todos e que tem que obedecer a certos rituais religiosos e éticos pra ser um lugar em que o que importa é quanto que este espaço pode produzir e não é quanto de dinheiro que uma estrada pode produzir mas quanto de dinheiro que passa por uma estrada. É quantos caminhões, quanto de produtos que vai, qual a força de trabalho que passa por ali. São interesses de diversos setores que produzem uma sociedade urbana mas que necessariamente se espacializam numa estrada ou numa casa. Essa é a verticalidade que a gente conversou semana passada. Toda essa cultura de civilização ela vai se espacializar em algum lugar.
10º par.- que mobilizações políticas são estas? O que acontece nos anos sessenta? A ditadura militar e consequentemente um bocado de gente indo para as ruas protestando.
Movimento dos panteras negras, contra a guerra do vietnã, movimentos estudantis e populares em Paris, primavera de Praga,etc.. David Harvey estava escrevendo uma tese de doutorado sobre planejamento urbano, em 1967, 1968 e nesta tese ele estava estudando a imagem que a cidade tinha de seus habitantes, mas em nenhum momento ele tava estudando que espaço social é este que a cidade é capaz de produzir. Ai ele tomou o maior susto, porque ele ficou em casa quatro meses trancado, escrevendo que nem um louco e quando ele terminou de escrever e entregou a tese ele olhou na janela e as pessoas estavam invadindo as ruas. É um paradoxo, pois o cara tava escrevendo uma tese de planejamento urbano sendo que lá fora o pau tava comendo, o pessoal tava quebrando a rua, fazendo barricada, estavam nas ruas queimando sutiã, reclamando da guerra do Vietnã.
Os anos 70 foram muito importantes para o estudo das cidades porque a partir daí começaram a pensar as cidades não só a partir da construção física dela, mas também a partir da construção social, com movimentos populares, que é como as pessoas constroem a noção de cidade, que na verdade é um recorte muito mais da afetividade que de estatísticas, já não importa mais quantas casas tem numa determinada rua mas o que importa é como é que as pessoas moram nestas ruas, quais as relações que as pessoas tem entre elas.
19ºpar. – A explosão do urbano por todo o país que Francisco de Oliveira,(4) descreve é a Sudene no nordeste, a transamazônica rasgando a mata, é o urbano que se estende por todo o país e o fenômeno urbano é o cara indo lá com a câmera filmar o índio, é a ligação do país com outros países, é a estrada que passa pelo território indígena, não é só construir mais casas no meio da Amazônia, é fazer via que é estrada que é infra-estrutura, que é luz, mas é também filmar este povo, mostrar a cara deste povo nos meios de comunicação. Economia urbana popular é a mesma coisa que economia solidária, então a reprodução ampliada da vida, que fala J. L. Coragio (5) é você pensar que você vai reproduzir a sua vida mas de uma maneira muito mais ampliada que simplesmente quanto é que eu rendo por mês. Não é que este rendimento não faça parte, mas para além disto tem mais.
25º par. – O livro de Canclini, um antropólogo latino-americano, que chama-se consumidores e cidadãos e ele fala que consumo não é só uma atividade alienada e emburrecedora, ele fala que consumo pode ser também um momento de reflexão sobre a própria condição de cidadão e parte de uma formação coletiva que é a cidade . É parar de pensar que é assim: ou você consome ou você não consome? É pensar que consumo não é assim: eu gasto R$20,00 com este livro. Isto não é consumo. Não é isto que caracteriza consumo. E o livro do Canclini vai deixar isto bem claro.
31º par.- Tem uma mudança de paradigma ai que não é só uma questão econômica mas uma questão de sobrevivência, não da mais pra pensar que é possível continuar destruindo o meio-ambiente como se destruía antigamente porque isto vai ter um custo para sua vida e de seus filhos mesmo. O Monte-Mor esta argumentando que é preciso pensar a questão urbana por um viés que é da sobrevivência ambiental .
32º par.- Nas duas últimas frases ele fala assim que a questão não é mais de planejamento. Se não é mais de planejamento é muito mais de desenvolvimento de política sócio-ambiental ancorado em política. Mas então o que é política para ele? Que política são mecanismos onde as próprias comunidades podem se organizar e se articular às outras a partir de dimensões globais a partir de uma ótica coletiva. O que significa isto: O estado não diz mais pra onde que o negócio vai. O estado não planeja mais . Porque ai também é esperar do estado uma função de Deus que é impossível dele ter. Porque ai não tem jeito de falar como é que as pessoas vão viver. Pro Monte-Mor, só tem jeito de você pensar uma política de desenvolvimento sócio-ambiental se você pensar em termos de articulação estado e comunidade, ou estado e indivíduo, ou uma pessoa qualquer. Então, para que essa articulação aconteça, ela tem de acontecer por meio de políticas. Parafraseando o Harvey que colocava que na produção do espaço existe uma verticalidade que é o processo de produção de nível global até o nível local e que tem uma horizontalidade que é falar da especificidade da cidade em si. A política urbana é justamente onde vai se dar o nó entre estes dois sentidos, onde o horizontal e o vertical vão se encontrar. Ai o esforço não é de planejamento, mas o esforço é de organização da própria vida. Uma organização da reprodução da própria vida que ai a gente chama de reprodução ampliada da vida.
Acho que não tem como pensar na política urbana sem pensar na inter-relação entre estado, sociedade civil e a sociedade privada.
Por isto que a gente precisa de ler uma caras da vida, pois é na caras que a gente fica sabendo que político é amigo de que político.
Você pergunta como é que vai abrir mão do ego e tudo mais? Tem uma frase que eu li que é de um arquiteto de Zagreb, Croácia, que é quem faz projeto mac-donald. Ele se chama Njiric(6).
Njiric+njric arquitetos. E ai ele fala que assim..A forma não vai ser desenhada, ela vai ser gerada. É impressionante um arquiteto falar isto, porque quando ele ta falando isto ele ta dizendo que ele não vai ser mais responsável pelo desenho da forma, a forma ela vai simplesmente ser gerada. A pergunta é a partir de onde que essa forma vai ser gerada, é justamente estes nós políticos, porque ai a forma pode ser qualquer uma, né, contanto que as pessoas estejam satisfeitas diante desta questão. Ai vem outra pergunta: como é que você vai produzir esta forma que pode ser qualquer uma? Bem, ai tem que criar uma relação onde o arquiteto e o cliente, não existe uma figura de um autor, os dois sejam atores.
33ºpar.- Mas vamos pensar assim, que quando ele fala da auto-gestão, quando ele fala da coisa assim super agregada, tem que pensar assim, como é que esta coisa vai se vincular à questão do consumo. Porque falar de auto-gestão vc ta falando assim de um tipo de organização coletiva de produção que ela depende do capital privado e do estado...Fazer casa para classe alta, para mac donald ou para classe baixa é o mesmo compromisso ideológico né? Não tem nada há ver assim, eu tenho que fazer para pobre, ou para rico.. Isso não vem ao caso. O negócio é que quando você for fazer o cliente consiga se articular com o seu pensamento. Se você fazer isto,, fazer casa para gente que tem muita grana ou para gente que tem pouca grana, eu dou como dica fazer pra quem tem muita grana.
35º par.- Não é cidade/campo mas uma lógica econômica industrial produtiva e uma lógica urbana político-espacial de reproprodução social coletiva.
Links
http://www.eesc.usp.br/sap/disciplinas/SAP612/final-site/Londres-arquivos/TEXTO.htm#02 (cidades globais)
http://www.centrodametropole.org.br/divercidade/numero5/impressa/9.html (fatos urbanos)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_solid%C3%A1ria (economia solidária)
http://www.coraggioeconomia.org/jlc_curriculum.htm#eng ( JL Coraggio)
http://209.85.165.104/search?q=cache:serWh5fbJOMJ:www.tropicologia.org.br/conferencia/1971fenomeno_urbano.html+fato+urbano&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=10 (fato urbano)
BIOGRAFIAS
1- Boaventura de Sousa Santos (Coimbra, 15 de Novembro de 1940) é doutor em sociologia do direito pela Universidade de Yale e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. É director dos Centro de Estudos Sociais e do Centro de Documentação 25 de Abril [1] dessa mesma Universidade. É actualmente, um dos principais intelectuais da área de ciências sociais, com mérito internacionalmente reconhecido, tendo ganho especial popularidade no Brasil, principalmente, depois de ter participado nas três edições do Fórum Social Mundial em Porto Alegre.
Sua trajetória recente é marcada pela proximidade com os movimentos organizadores e participantes do Fórum Social Mundial e pela participação na coordenação de uma obra coletiva de pesquisa denominada "Reinventar a Emancipação Social: Para Novos Manifestos".
2- Paul Israel Singer
(Viena, 24 de março de 1932) é um economista brasileiro nascido na Áustria. É pai do cientista político e atual porta-voz da presidência da República, André Singer.
Nascido numa família judaica radicada no Brasil desde 1940, Singer formou-se em eletrotécnica no ensino médio da Escola Técnica Getúlio Vargas de São Paulo, exercendo a profissão durante cinco anos, filiando-se ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e militando no mundo sindical.
Porteriormente, estudou Economia na Universidade de São Paulo e doutorou-se em Sociologia com uma tese sobre Demografia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É também professor-titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade da mesma universidade.
Ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e foi o grande conciliador nos tempos do Cebrap. É amigo de Fernando Henrique Cardoso, mesmo divergindo fortemente dos projetos econômicos por ele adotados.
Trabalhando recentemente com o tema da economia solidária, o professor Paul Singer assumiu a tarefa de implementar, desde junho de 2003, a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), constituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego.
3- Eduardo de Oliveira Coutinho é um cineasta brasileiro, nascido em 11 de Maio de 1933 na cidade de São Paulo e considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade.
Seu trabalho caracteriza-se pela sensibilidade e pela capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns, sejam camponeses diante de processos históricos (Cabra Marcado para Morrer), moradores de um enorme condomínio de baixa classe média no Rio de Janeiro (Edifício Master), metalúrgicos que conviveram com o então sindicalista Luis Inácio Lula da Silva (Peões), etc.
4- Francisco de Oliveira
Francisco de Oliveira, ou Chico de Oliveira (1934), é um sociólogo brasileiro. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.
Professor (aposentado) de Sociologia do Departamento de Sociologia da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo), e coordenador-executivo do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic) - USP. É considerado especialista em política nacional, cedendo diversas entrevistas. Recentemente, deu seu apoio á Fundação do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade).
Em 25 de agosto de 2006, foi lhe concedido o título de doutor “honoris causa” na Universidade Federal do Rio de Janeiro, por iniciativa do Instituto de Economia da UFRJ.
5- José Luis CoraggioPerfil Economista, argentino. (M.A. Regional Science, Candidato al Ph. D., Universidad de Pennsylvania)Investigador-Docente Titular de Sistemas Económicos Urbanos en el Instituto del Conurbano (ICO) de la Universidad Nacional de General Sarmiento (UNGS). Director-Organizador del ICO (1996-1998). Rector electo de UNGS (junio 1998-junio 2002).Director Académico de la Maestría en Economía Social (MAES), ICO-UNGS (desde el 2003).
6- Hrvoje Njiric (b. 1960. Zagreb) – principal, graduated from
the Architectural Faculty - University of Zagreb (1986).
1990 – 2001 njiric+njiric arhitekti with Helena Njiric in Zagreb/Graz. Since
2002. njiric+ arhitekti in Zagreb. 1998-99. visiting professor at theTU Graz.
2000. visiting professor at the AF Ljubljana.
2000. visiting professor at the Facolta di Architettura in Ferrara
2000-5 professor and head of Institute for Architectural Typologies
and Housing at the TU Graz.
terça-feira, 13 de março de 2007
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